Como muitos devem saber, a maternidade tem seus altos e baixos. Sendo eu uma mãe recentíssima, e de "primeira viagem", estou começando a descobrir o que me reserva esse mundo. Parece um tanto negativo começar um papo sobre maternidade falando em altos e baixos, mas a verdade é que as minhas primeiras semanas foram mais pra "montanha-russa de emoções", do que pro famoso "padecer no paraíso". A menos, é claro, que o "padecer" venha no começo e esteja bem distante no tempo do momento "paraíso".
Não que minha bebê não seja boazinha; na verdade, ela é. A mudança de vida que eu senti mais fortemente até agora é com relação a liberdade de locomoção. Com a criança, você não pode ir ali na padaria, por exemplo, sem carregá-la. Principalmente se você não tem parentes por perto. Ah, mas é justamente com relação aos parentes que eu mais me queixo! Eu não estava preparada pra interferência, pra todo mundo vir se hospedar por longos períodos na minha casa, sugerindo mil coisas e querendo que eu viva conforme suas infinitas opiniões a respeito de tudo! Até agora, não recordo de ter sequer um momento de privacidade com minha cria. Se ela chora, é um deus-nos-acuda de gente pra socorrer, com várias teorias sobre o choro, seus motivos etc., sem me dar tempo ao menos de conhecer a bebê.
A única certeza que apreendi até o instante é que, com a maternidade, a sua vida de antes está definitivamente sepultada. Você virou a página da vida, amiga! Está desenhando agora as primeiras linhas de uma página totalmente em branco, de uma nova vida a qual você jamais vai controlar...
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